Eu espero mesmo que vocês dancem até suas sapatilhas não aguentarem mais, por muitos e muitos anos. Sejam bem vindos!

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Esse Foam Roller faz o que mesmo?!

Depois de 3 anos sem escrever eu achei que era hora de voltar e dividir um pouco com vocês tudo que eu tenho aprendido por aqui. Esse blog terá post semanal e continuara abordando a saude do bailarino, mas agora de uma forma mais ampla ,abrangendo outras formas de dança que não seja apenas a clássica, como ballet!
Espero que todos continuem focando nos três princípios básicos de qualquer tipo de dança ( na minha opinião) : flexibilidade, forca e equilíbrio ; Com esses 3 elementos em harmonia já temos uma boa base para melhorar a qualidade dos movimentos.

Primeira dica básica que qualquer atleta aqui na Australia não vive sem : Foam Roller

Quando vi alguém usando esse foam roller a primeira vez eu realmente achei que não funcionava, que não havia justificativa para tamanho sofrimento. Basicamente todo mundo usava e ninguém sabia me explicar o por que, mas eles me garantiam que ajudava a recuperação pós treino e as dores musculares ... Seis meses depois quando comecei a estudar mais sobre fascia , o próximo post sera apenas sobre esse milagroso tecido, eu comecei a entender o porque de tantos benefícios.
Vou deixar algumas fotos e ideias de como usar o foam roller e te dizer somente alguns benefícios dele :

1. melhorar circulação local
2.auto massagem 
3. liberação miofascial 


5 principais erros ao se usar o foam roller 

1. usar o foam roller exatamente na area que você sente dor ( ERRADO) ; Comece usando sempre ao redor da area que você sente dor. por exemplo : ITB dolorido, comece usando o foam roller nos glúteos e quadriceps 

2.  velocidade errada ; seja paciente o seu cérebro precisa de tempo para processar a pressão aplicada e ter como resultado o relaxamento da area 

3. fazer pressão por muito tempo nos lugares que você sente mais tensão ; cuidado, cada area deve receber por volta de 20 segundos de pressão, mais que isso pode acabar machucando mais do que ajudando ;

4. postura errada ; Fique atento a sua postura quando estiver usando o foam roller, principalmente no começo, algumas posições, como para relaxar quadriceps, exigem um pouco de atenção na região lombar e cervical

5. Nunca, jamais em hipótese alguma ( fui clara ?) use o foam roller na região lombar , te aconselho a usar nos musculos ao redor da região lombar e que conectam a região torácica e os quadris a região lombar; O simples motivo :qualquer pressão em excesso na região lombar pode provocar espasmo não so local mas em toda coluna;

























"Use  foam roller regularmente,  planeje sua rotina pós treino" 













Lembrando que esse e um blog educativo, qualquer duvida : lianamirandamota@gmail.com


Liana Miranda Mota
BSC physio Brazil
Diploma Remedial massage therapist Australia 


domingo, 23 de setembro de 2012

Incontinência Urinária em Bailarinas e atletas femininas: Isso é comum?!


      Hoje vou falar um pouco sobre um tema que não é muito explorado na saúde de bailarinas e demais atletas femininas, a incontinência urinária. Apesar de ser um fato comum, acaba sendo negligenciado por vários motivos, entre eles o constrangimento causado pela perda de urina em público.
       A Continência normal em mulheres é dada por uma complexa coordenação entre a bexiga, uretra, músculos pélvicos e tecidos conectivos circundantes. O armazenamento de urina está sob o controle voluntário e modulado pelo centro de micção pontino. ( Block BF & Holstegy G, 1999)
            Quando ocorre uma alteração nessa rede estaremos diante de um quadro de incontinência urinária. Esta patologia, antes considerada apenas uma queixa, é  um problema comum que afeta mulheres de todas as idades. Ela é definida pela sociedade internacional de incontinência como : “ uma queixa de alguma perda involuntária de urina que é objetivamente demonstrada, que é um problema social e higiênico”.  

            A prevalência de incontinência urinária em mulheres de 15 a 64 anos varia de 10% a 56 % e depende das características da população em estudo. Porém mesmo com esta elevada prevalência apenas um quarto destas mulheres procura ajuda médica. (Hagglund et al,2003; Eliasson et al 2004).  O constrangimento sobre essa condição não as estimula a procurar um profissional responsável, o que leva, por sua vez, a estas mulheres ficarem sem diagnóstico e conseqüentemente sem tratamento adequado. Estimativas mostram que de cada quatro mulheres uma sofre de incontinência urinária e esta prevalência aumenta com a idade.
            A participação em competições esportivas e programas de atividade física têm adquirido importância crescente na vida da maior parte das crianças e adolescentes. Nos últimos 20 anos o número de mulheres atletas, em particular, tem aumentado consideravelmente. A participação feminina cresceu cerca de 600% abrangendo um total de mais de 1,9 milhões de mulheres atletas (Huston L & Wojtys,1996).
 A alta prevalência de incontinência urinária tem sido encontrada em jovens mulheres que praticam atividades físicas de alto impacto, especificamente atividades que envolvam saltos (Artibani,1997; Bo. K ET AL 1990). Ainda é vista e relatada freqüentemente como um problema que afeta mulheres multíparas mais velhas, embora existam evidências de que durante atividades físicas estressantes  seja comum em mulheres jovens, fisicamente ativas, mesmo na ausência de fatores de risco conhecidos (Bo K & Borgen JS,2001). Não se sabe a prevalência exata, mas sabe-se que esta patologia é responsável pelo abandono ao esporte.
                 Muitos fatores podem influenciar de alguma forma a urgência em urinar ou a perda de urina durante a prática de atividade física. Esse fatores são : Alterações posturais, hormonais, impacto causada por calçados e solos inadequados para o treino, deficiência em ligamentos importantes, despreparo físico para esportes de grande impacto que envolvam saltos e grandes velocidades  dentre outros.
                   É necessário um programa de avaliação, prevenção e tratamento para esse atletas, sejam elas bailarinas, praticantes de salto em altura, trampolinistas, velocistas, ginastas. Cada modalidade tem sua particularidade.
Sabe-se que a atividade física quando  praticada de forma inadequada e ultrapassando os limites saudáveis do corpo pode trazer não só esse tipo de patologia como conseqüência como outras alterações articulares, musculares e físicas, que impeçam o atleta de progredir em sua carreira.
            É preciso uma maior atenção para com esse tema e ,além disso, um empenho maior em tentar implantar, até mesmo nos treinamentos de atletas de práticas físicas que envolvam impacto forte,um trabalho de prevenção a incontinência urinária. Isto pode ser tanto através do fortalecimento do assoalho pélvico, como através de palestras educativas que relacionem essa patologia com boa alimentação e alterações psicológicas, e também através de avaliações periódicas. Dessa forma, o atleta terá uma vida útil bem mais longa, não passará por constrangimentos e evitará maiores prejuízos a sua saúde.

              Tentei fazer um resumo para que vocês tivessem apenas conhecimento sobre o tema. Estou à disposição para maiores esclarecimentos!!


Boa semana!!

Fisioterapeuta Liana Mota





quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Quando começar o trabalho de ponta?!


Como eu havia prometido, vou começar uma série de exposições à respeito de artigos, de boas revistas, que andei traduzindo. O tema que escolhi hoje é um dilema eterno, cada escola tem sua opinião,mas o que eu acho mais importante é mostrar o momento correto ou pelo menos ajudar de alguma forma para que ele seja o momento mais adequado para se iniciar um trabalho de ponta.
O mais interessante é ter uma base científica e não continuar no achismo de acompanhar só o que foi feito por anos e anos. Toda criança que começa sua formação em Ballet idealiza o momento em que vai subir "nas pontas", mas qual será o melhor momento? Será simplesmente quando ela já tiver completado alguns anos e prática? Será em uma idade exata? Quais os critérios para essa evolução?
Vamos a algumas respostas:
Quais os fatores determinantes para esse momento: - O aluno de ballet precisa ter seu físico desenvolvido o suficiente
- É necessário ter um controle de tronco, quadril e abdômen
- Um alinhamento correto do segmento, quadril-joelho-tornozelo-pé
- Ter força e flexibilidade em seus pés e tornozelos
- Ter duração e frequência dos seus treinos adequados ao objetivo
Além disso tudo, o professores não devem se deixar pressionar pela vontade dos pais, que muitas vezes idealizam e projetam a vontade que tinham de ser bailarinos em seus filhos. Uma opção é começar esta mudança através do treino " pré - ponta" o qual pode ser realizado nos 15 minutos finais de cada aula. Esta é uma forma gradual de mudança, além de ser um momento em que os instrutores observam se realmente o bailarino está preparado para receber a carga de ficar sobre as pontas.
Muita gente tenta achar uma idade ideal, e quando pergunto em palestras qual a idade que seria perfeita para as alunas iniciarem a ponta muitos respondem entre 9 e 12 anos, o que acaba sendo quase um consenso. É preciso seguir a risca todos os fatores acima, dessa forma será evitado o fechamento de epífises ósseas antes da hora,além de microtraumas em tornozelo e pé.
Tudo funcionará como um efeito dominó: se seu eixo não está preparado para receber carga ( tronco, quadris, pernas,pés,tornozelo e joelho), você terá maior probabilidade de sofrer lesões e dançar por um tempo menor que o idealizado. Nem sempre ser imediatista é a solução, quanto maior o preparo, melhor seu desempenho e por muito mais tempo.
Previnir lesões é uma maneira de evitar pausas desnecessárias entre um espetáculo e outro!!
*Esse post foi baseado no artigo do Journal of medicine e Science- ano de 2009.
Espero que tenha ajudado,
email:lianamota@hotmail.com
Liana Mota
Fisioterapeuta esp. ortopedia traumatologia e desportiva

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Retorno ao treino!!


De volta ao Blog!!
Depois de algum tempo sem nada eu espero ter voltado a escrever na mesma época em que está todo mundo voltando ao mundo de treino e rotina de dança.
Antes de qualquer coisa é preciso lembrar que vocês estavam de férias e precisam voltar aos poucos ao nível em que estavam antes . Não esqueçam que alimentação saudável e horas de sono suficiente irão dar mais energia para o corpo.
Realizar aquecimento antes de qualquer aula, alongamentos finais, como modo de prevenir lesões também é indispensável, assim como o reforço muscular das musculaturas mais exigidas na dança, seja qual for o tipo de dança que você faz. O peso dentro dos padrões não pode ser deixado de lado, se você andou abusando de tudo que tinha calorias em excesso é hora de voltar a rotina. Peso e impacto nas articulações tem uma ligação direta, ainda mais para quem trabalha com movimentos de impacto- como saltos!
Cuidem bem dos seus joelhos, tornozelos , quadris e coluna ( região lombar), do ballet ao contemporâneo são as regiões que mais sofrem lesões. As lesões que não foram cuidadas e estavam esquecidas ficam loucas para aparecer nessa fase de retorno, fiquem atentos, lembrem-se que o seu corpo é seu objeto de trabalho. Não é questão de vaidade, é necessidade!
Essa semana começo a postar os arquivos traduzidos!!
Qualquer dúvida, se eu puder ajudar : lianamirandamota@gmail.com

Liana Mota
Fisioterapeuta- 112798-F
Natal-RN

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Quem tem um sonho não dança?!

Dra Fabiana e Dra Pollyana





Em algum dia de setembro resolvi mandar um email para a Escola de Theatro Bolshoi que fica no Brasil. Dois meses depois, abro minha caixa de entrada dos emails e vejo um email com o seguinte título: "Nucleo de sáude Bolshoi". A essa altura do campeonato eu não me lembrava mais o porque de ter recebido aquela resposta, mas na mesma hora que abri não pensei duas vezes, e em uma semana estava de malas prontas e chegando em joinville, de Natal para o Bolshoi, diretamente.
Eu acho que todo mundo que deseja muito alguma coisa já deve ter passado por essa sensação que eu passei, antingir uma meta é maravilhoso, e nos faz planejar uma meta mais difícil ainda!
No primeiro dia já fui muito bem recebida pela Dra. Pollyanna, umas das fisioterapeutas da Escola e logo em seguida conheci a Dra. Fabiana. A escola tem um projeto maravilhoso e o trabalho das fisioterapeutas tanto em orientar quanto reabilitar os bailarinos, diga-se de passagem 250 e bailarinos em formação, tanto clássico quanto contemporâneo, é fantástico!
As crianças entram muito cedo no Bolshoi, são oito anos de formação e isso exige muito do físico e do psicológico das mesmas. É necessário se manter dentro dos padrões Russos, inclusive peso e biotipo corporal para chegar até o fim do curso. Não é fácil passar por todas as transformações da adolescência e se manter dentro desses padrões, mas eles fazem isso perfeitamente e naturalmente, nasceram pra isso.
O cuidado que as fisioterapeutas tem com eles e o conhecimento que elas tem em dança, faz toda a diferença. Além dos conhecimentos em pilates, ortopedia, eletroterapia e traumatologia. É preciso investigar que movimento da coreografia ensaiada está provocando a atual lesão e buscar um meio de manter o bailarino ativo sem deixar de ensaiar. Isso é realmente difícil, acreditem!!!
Talvez quem não faça parte desse meio não entenda a importância disso, mas pra quem batalhou para fazer parte do Bolshoi, não quer deixar de fazer parte daquele elenco.
Eu voltei muito realizada para casa e acho que pude ajudar um pouco a Fabi e a Poly, sim ,agora posso chamá-las assim. As duas estão fazendo a medicina da dança de uma forma muito eficiente e no que eu puder ajudar, estarei a disposição!
Eu acho mesmo que, quem tem um sonho, nesse caso, dança e dança muito...E quem colabora com esse sonho sai do trabalho todo dia com uma sensação tão gratificante que não tem preço!
ps:Vamos ajudar o Bolshoi a continuar o trabalho social, educacional e artístico que ele faz há dez anos!!! Seja um amigo do Bolshoi você também!!!



Carol e Raffaela


Bolshoi Brasil





Contemporâneo e Clássico




Liana Mota

Fisioterapeuta







domingo, 7 de novembro de 2010

Evento sobre saúde do bailarino!




Bom seguidores,


vou aproveitar o espaço para divulgar um evento maravilhoso, do qual já participei, na Faculdade de Motricidade Humana. Será realizado nos dias 20 e 21 de novembro, o campus fica em cruz quebrada, pertinho de Lisboa!!


No último evento, em 2008, tivemos mini cursos e várias palestras sobre o tema, é bom saber que existem tantas pessoas interessadas nesse assunto, além de estudiosos nessa área!!


Fica a dica, mais uma vez, bom fim de semana a todos!!



terça-feira, 12 de outubro de 2010

Trechos de uma entrevista


Faz muito tempo que não escrevo por aqui, confesso que para ligar o computador depois de um dia inteiro no consultório me causa preguiça!!!Como hoje é feriadoo, gracias, resolvi colocar um trecho de uma entrevista com a Ana Botafogo, retirada de uma site bem legal, ele funciona como um jornal eletrônico de dança, achei bem interessante. Confiram:


K&K News: Como você lidou com as lesões durante sua carreira?
Ana: Quando somos jovens dançamos mesmo machucados, eu fiz isto milhares de vezes, hoje em dia sou muito mais correta com o meu próprio corpo. Acho muito importante o bailarino ter um fisioterapeuta anjo atrás de si, porque a gente expõe o físico a um estresse total. Acredito que muitas carreiras aqui mesmo no Theatro Municipal foram encurtadas porque as pessoas não tinham acesso a um bom fisioterapeuta...


ps: Fica a dica do livro também, para quem tiver interesse!